Teerã anunciou nesta terça-feira (7) a reabertura controlada do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial. A medida vale por duas semanas e faz parte do cessar-fogo temporário acertado entre Irã, Estados Unidos e Israel, após mediação do Paquistão.
Em comunicado publicado na rede X em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, informou que a navegação será retomada “sob supervisão militar iraniana” e “com limitações técnicas previamente definidas”.
Condições para a trégua
A reabertura do estreito foi uma exigência do presidente norte-americano Donald Trump para aceitar a proposta de trégua apresentada mais cedo pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. Washington concordou em suspender ataques contra alvos iranianos durante o mesmo período, justificando que já cumpriu seus principais objetivos militares.
Segundo informações da CNN, Israel também aderiu ao cessar-fogo de 14 dias e interromperá a campanha de bombardeios que vinha realizando contra o Irã.
Impacto no mercado de energia
A interrupção da rota estratégica havia pressionado os preços globais do petróleo. A retomada parcial da circulação de navios-tanque é considerada ponto central do plano paquistanês, que busca criar espaço para um acordo de paz mais amplo no Oriente Médio.
A passagem segura pelo Estreito de Ormuz passará, portanto, a depender de coordenação direta com as Forças Armadas iranianas até que novas negociações definam a situação após o fim do cessar-fogo.
Com informações de Gazeta do Povo