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Maioria dos evangélicos rejeita campanha eleitoral nos púlpitos, aponta pesquisa

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Brasília – Três em cada quatro evangélicos brasileiros não aprovam que pastores façam campanha para candidatos durante os cultos. O dado consta de levantamento realizado em fevereiro de 2025 pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem), ligado à Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Quem apoia candidatos

Segundo o estudo, 34,1% das lideranças evangélicas admitiram ter apoiado algum nome nas eleições municipais de 2024. Entre padres e bispos católicos, o índice foi de 16,9%.

Rejeição de 75,2% dos fiéis

Apesar da presença da política em cerca de um terço dos templos, 75,2% dos frequentadores evangélicos declararam ser contra a prática de transformar o púlpito em palanque eleitoral.

Eficácia eleitoral sustenta a prática

O INCT ReDem identificou que a mobilização política dentro das igrejas impacta o resultado das urnas. Nas congregações onde o assunto é recorrente, Jair Bolsonaro recebeu 62,4% dos votos em 2022, 7 pontos percentuais a mais que nos templos onde a política não foi ativada (55,4%).

Exemplos recentes

Entre os episódios citados por pesquisadores está a filiação do senador Efraim Filho (PL-PB) em João Pessoa, em que um pastor orou por Flávio Bolsonaro e “entregou o Brasil” ao pré-candidato presidencial.

Impacto no crescimento das igrejas

Dados do último Censo do IBGE mostram que, em 2022, o número de evangélicos cresceu 5,2 pontos percentuais, 0,8 ponto a menos que no levantamento anterior. O estudo relaciona parte da desaceleração e do aumento de “desigrejados” – pessoas que se dizem evangélicas, mas não frequentam cultos – ao incômodo provocado pela politização.

Dilema para as lideranças

Pesquisadores observam que muitos pastores continuam a ceder espaço a candidatos na expectativa de obter benefícios para suas denominações após as eleições, mesmo sabendo da desaprovação da maioria dos fiéis.

A pesquisa do INCT ReDem foi realizada em nível nacional e ouviu líderes religiosos e frequentadores de diferentes tradições evangélicas.

Com informações de Folha Gospel