O navio anfíbio USS Tripoli entrou na área de responsabilidade do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) no sábado, 28 de março, levando 3.500 fuzileiros navais e marinheiros. A movimentação amplia a presença militar norte-americana no Oriente Médio em meio ao conflito com o Irã, que já dura mais de um mês.
Estrutura militar ampliada
Com o novo destacamento, os Estados Unidos passam a operar na região com um efetivo que supera os 50 mil militares, posicionados antes mesmo da chegada do Tripoli. O navio transporta ainda aeronaves, equipamentos táticos e infraestrutura de apoio para operações de desembarque e ataque.
O Pentágono avalia, adicionalmente, enviar ao menos 1.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada, reforço que aumentaria a capacidade de reação rápida diante de um eventual conflito prolongado.
Conflito iniciado em fevereiro
A guerra começou em 28 de fevereiro, após uma ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Desde então, os combates se espalharam pela região, alcançando países vizinhos e afetando rotas estratégicas de comércio, como o Estreito de Ormuz.
O presidente Donald Trump alterna declarações sobre a possibilidade de uma ofensiva terrestre no Irã. Caso ocorra, seria a primeira grande operação de tropas norte-americanas em solo estrangeiro desde a retirada do Afeganistão, em 2021.
Riscos econômicos
A instabilidade provocada pela guerra eleva a preocupação global com o abastecimento de energia. A tensão no Golfo Pérsico e nas proximidades do Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, pode pressionar os preços e gerar novos abalos na economia internacional.
Com informações de Gazeta do Povo