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Flávio Bolsonaro oficializa pré-candidatura à Presidência na CPAC em Dallas

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Dallas (EUA) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançou, neste sábado (28), sua pré-candidatura à Presidência da República para 2026. O anúncio ocorreu durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Dallas, no Texas.

Compromisso com “eleições livres e justas”

Em discurso, o parlamentar afirmou que vencerá o pleito “se o processo eleitoral brasileiro for acompanhado pela comunidade internacional” e ocorrer “de forma livre, justa e transparente”. Ele pediu que governos e instituições do “mundo livre” fiscalizem a liberdade de expressão e a contagem de votos no país.

Pedido do pai e continuidade de agenda conservadora

Flávio declarou ter aceitado a missão a pedido do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. O senador se apresentou como “continuidade” do projeto conservador iniciado em 2019, prometendo retomar:

  • combate rígido ao crime organizado;
  • oposição a agendas ambientais que classifica como “radicais”;
  • fortalecimento da aliança conservadora com os Estados Unidos.

Estratégia eleitoral

A campanha pretende formar uma base de apoio que reúna empresários, jovens e famílias tradicionais. “Com essa coalizão, vamos restaurar valores e colocar o Brasil de volta aos trilhos”, disse o senador.

Críticas à política externa do governo Lula

Flávio acusou o presidente Lula de adotar postura “antiamericana” e de aproximar-se excessivamente da China e de “ditaduras”. Segundo ele, o Brasil deveria ser o principal parceiro dos EUA na exploração de terras raras, minerais considerados estratégicos para chips, inteligência artificial e tecnologia militar.

O que são terras raras?

Terras raras constituem um grupo de 17 minerais essenciais para a indústria de alta tecnologia, presentes em celulares, computadores e sistemas de defesa. A China domina a produção global, mas o senador destaca que o Brasil possui grandes reservas e poderia reduzir a dependência chinesa dos Estados Unidos.

Ao encerrar o pronunciamento, Flávio Bolsonaro reforçou a convocação para “vigilância internacional” nas eleições de 2026 e disse confiar na vitória “se as regras forem respeitadas”.

Com informações de Gazeta do Povo