Passados 30 dias do início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o balanço militar mostra conquistas expressivas no ar e no mar, enquanto o bloqueio no Estreito de Ormuz mantém a tensão econômica global.
Avanços militares
Segundo o comando norte-americano, os bombardeios destruíram aproximadamente 80% dos lançadores de mísseis iranianos e 90% das maiores embarcações militares do país. A campanha já contabiliza mais de 10 mil alvos atingidos e a morte de figuras-chave do regime, entre elas o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho de Segurança Nacional. Além disso, os EUA relatam superioridade aérea sobre amplas regiões do território iraniano, reduzindo a capacidade de defesa de Teerã.
O nó do Estreito de Ormuz
Responsável por escoar 20% do petróleo comercializado no mundo, o Estreito de Ormuz continua sob ameaça de bloqueio iraniano. Desde o início do conflito, o preço do barril subiu mais de 70%, pressionando cadeias de suprimentos e levando Washington a liberar parte de suas reservas estratégicas para conter a alta nos postos de combustíveis.
Cessar-fogo emperrado
Washington apresentou um plano de 15 pontos que prevê restrições ao programa nuclear iraniano e a reabertura segura das rotas marítimas. Teerã, contudo, rejeitou os termos, exigindo a suspensão total dos ataques, garantias contra novas ações militares e indenizações pelos danos provocados pelos bombardeios.
Reforço de tropas
O Pentágono elevou o efetivo no Oriente Médio para mais de 50 mil militares, incluindo fuzileiros navais e unidades de elite. Oficialmente, a Casa Branca descarta uma invasão terrestre de larga escala, mas admite que o envio de novos contingentes busca proteger áreas estratégicas e, se necessário, bloquear a ilha de Kharg, principal polo de exportação de petróleo do Irã.
Pressões internas nos EUA
O conflito já consumiu mais de US$ 20 bilhões e provocou aumento de cerca de 30% no preço da gasolina nos Estados Unidos. A poucos meses das eleições de meio de mandato, pesquisas indicam desaprovação majoritária à condução da guerra, inclusive entre eleitores do movimento MAGA, base política do presidente Donald Trump.
Até o momento, não há previsão de retomada imediata das negociações de paz.
Com informações de Gazeta do Povo