O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Fisco Paralelo, que investiga um esquema milionário de manipulação de créditos de ICMS e pagamento de propina dentro da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.
Ao todo, 16 pessoas ligadas à pasta – entre agentes fiscais, inspetores, coordenadores e delegados regionais tributários – são alvo da ofensiva. Também foi identificada a participação de uma executiva de uma grande empresa.
Mandados em quatro municípios
A operação cumpre 22 mandados de busca e apreensão na capital paulista e nas cidades de Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Endereços de alto padrão, como um condomínio de luxo em Tamboré e imóveis no bairro de Moema, estão entre os locais vistoriados.
Desdobramento da Operação Ícaro
O trabalho é uma continuação da Operação Ícaro, realizada em 2025, que revelou um desvio superior a R$ 1 bilhão envolvendo as redes Ultrafarma e Fast Shop. Nesta nova etapa, os promotores apuram a participação de outras duas grandes varejistas, cujos nomes permanecem sob sigilo.
Esquema avançado na estrutura fazendária
De acordo com o MPSP, o grupo atuava na manipulação de procedimentos fiscais para ressarcimento de ICMS-ST e liberação de créditos acumulados, mediante pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro. Há indícios de que o esquema alcançou cinco unidades da administração tributária: as delegacias regionais da Lapa, Butantã, ABCD e Osasco, além da Diretoria de Fiscalização.
Crimes investigados
Os alvos podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. A Secretaria da Fazenda de São Paulo foi procurada, mas ainda não se pronunciou.
Com informações de Gazeta do Povo