Washington, 23 de março de 2026 – A ala conservadora da Suprema Corte dos Estados Unidos sinalizou nesta segunda-feira (23) que tende a apoiar a exclusão de cédulas enviadas pelo correio que cheguem aos centros de apuração depois do dia oficial da eleição.
O debate ocorreu em audiência sobre ação movida pelo Comitê Nacional Republicano (RNC), que contesta a lei do Mississippi permitindo a contagem de votos postados até cinco dias após a votação. O governo do ex-presidente Donald Trump apoia o processo, alegando que a legislação federal exige recebimento das cédulas até o fechamento das urnas.
No tribunal, o juiz Samuel Alito afirmou que alterar os resultados dias depois pode “abalar a confiança” dos eleitores. Já Brett Kavanaugh expressou receio de que prazos estendidos gerem “aparência de fraude”, mesmo sem irregularidades comprovadas. O magistrado Neil Gorsuch declarou que há acordo bipartidário sobre a necessidade de concluir a votação no dia do pleito, enquanto Clarence Thomas questionou a interpretação atual das normas eleitorais.
Uma decisão favorável ao RNC pode rever regras em pelo menos 14 Estados e no Distrito de Columbia, que hoje admitem prazos adicionais para a chegada de cédulas pelo correio — inclusive de militares e eleitores no exterior, conforme dados citados durante a sessão.
O veredito é esperado até o fim de junho. Caso confirme a posição republicana, apenas os votos recebidos até o dia da eleição poderão ser validados, o que tem potencial para alterar a apuração em disputas acirradas.
Com informações de Gazeta do Povo