O governo dos Estados Unidos enviou nesta segunda-feira (23) agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) para 14 aeroportos do país. A medida, confirmada pela Casa Branca e pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), busca reforçar a segurança e reduzir as longas filas provocadas pela interrupção parcial do financiamento ao DHS.
De acordo com Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, os aeroportos contemplados incluem Chicago O’Hare, John F. Kennedy e Newark, na região de Nova York, além de Filadélfia, Pittsburgh, Nova Orleans e Southwest Florida. “Estamos lá para ajudar o povo americano a atravessar filas que levam horas, porque o governo foi paralisado”, afirmou.
Segundo o DHS, a paralisação afeta diretamente a Administração de Segurança no Transporte (TSA), responsável pela inspeção de passageiros. Os agentes do ICE não substituirão funcionários da TSA em tarefas técnicas; atuarão apenas no controle de multidões, organização de filas e vigilância de áreas de acesso.
Dados oficiais indicam que mais de 400 servidores da TSA pediram demissão desde o início da suspensão de recursos, enquanto milhares deixaram de comparecer ao trabalho por falta de pagamento. A secretária-assistente interina de Comunicação do DHS, Lauren Bis, relatou que muitos funcionários não conseguem mais custear combustível, alimentação e contas domésticas, o que amplia as ausências.
O prefeito de Atlanta, Andre Dickens (Partido Democrata), declarou ter sido informado pelo governo federal de que o deslocamento dos agentes não envolve operações de fiscalização migratória nos terminais, mas apenas apoio logístico.
Na semana passada, o Senado voltou a rejeitar um projeto que liberaria verbas para o DHS, mantendo o impasse orçamentário que afeta tanto a TSA quanto as agências de imigração.
Com informações de Gazeta do Povo