O presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, anunciou nesta quinta-feira (19/03/2026) o rompimento das relações diplomáticas com Cuba. A medida inclui o fechamento da embaixada costarriquenha em Havana e a expulsão de todos os diplomatas cubanos que atuam em San José.
Chaves, aliado regional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a decisão foi tomada devido à “profunda preocupação com a deterioração dos direitos humanos” na ilha e ao “aumento dos atos de repressão contra os cidadãos cubanos”.
Prazo de 30 dias para saída
Durante entrevista coletiva, o presidente costarriquenho informou que os representantes de Cuba têm um mês para deixar o território. Segundo ele, os serviços consulares a cidadãos cubanos residentes na Costa Rica passarão a ser prestados a partir da embaixada costarriquenha no Panamá.
“Não reconhecemos a legitimidade desse governo”, disse Chaves, acrescentando que, na sua avaliação, o “modelo comunista fracassou em Cuba” desde 1959.
Resposta de Havana
O governo cubano, comandado por Miguel Díaz-Canel, qualificou a ruptura como “arbitrária” e alegou que a Costa Rica agiu “sob pressão dos EUA”.
Contexto de tensão regional
A crise diplomática ocorre poucos dias depois de Trump declarar que “muito em breve” seu governo poderá chegar a um acordo com Cuba, mas somente quando o conflito com o Irã estiver resolvido. Washington impôs em janeiro um bloqueio ao fornecimento de petróleo à ilha e interrompeu a remessa de combustível venezuelano.
Nas últimas semanas, Trump também condicionou qualquer negociação futura à saída de Díaz-Canel do poder e chegou a afirmar que teria “a honra de tomar Cuba”, elevando ainda mais a tensão diplomática no Caribe.
Enquanto isso, embarcações russas transportando petróleo continuam em direção a Cuba, apesar das sanções norte-americanas.
Com a decisão costarriquenha, a lista de países latino-americanos que endureceram o discurso contra Havana, em sintonia com a Casa Branca, ganha novo reforço.
Com informações de Gazeta do Povo