O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a pedir, nesta sexta-feira (13), que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra a pena em regime domiciliar por motivos de saúde. Segundo o parlamentar, a insistência da Justiça em mantê-lo no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, “é brincar com a vida” do pai.
“O mínimo que ele deveria ter é a domiciliar humanitária em casa, onde pode receber cuidado permanente da família”, declarou o senador a jornalistas em frente ao Hospital DF Star, na capital federal.
Internação por broncopneumonia
Bolsonaro, de 71 anos, foi transferido na madrugada desta sexta-feira da cela conhecida como “Papudinha” para o DF Star após apresentar febre alta, queda na oxigenação, sudorese e calafrios. Exames identificaram acúmulo de líquido nos pulmões e diagnóstico de broncopneumonia.
O ex-presidente está preso desde 15 de janeiro, cumprindo 27 anos e três meses de reclusão impostos pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele permanece custodiado no Complexo Penitenciário da Papuda.
Problemas de saúde recorrentes
Desde o atentado a faca durante a campanha de 2018, Bolsonaro passa por sucessivas internações. O ferimento provocou perfurações no intestino, hemorragia interna e levou a várias cirurgias, incluindo retirada de bolsa de colostomia e correções na parede abdominal. Nos anos seguintes, o político apresentou episódios de obstrução intestinal, hérnias e dores abdominais, além de procedimentos para liberação de aderências.
Diante do novo quadro respiratório, Flávio insiste que a permanência do ex-presidente no batalhão militar põe em risco sua saúde e contraria o que o senador classifica como “cumprimento humanitário da lei”.
Com informações de Gazeta do Povo