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Cristão de 21 anos é torturado e morto por patrões no Paquistão; família denuncia encenação de suicídio

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Um jovem cristão identificado como Marcus Masih, 21 anos, morreu após ser brutalmente torturado por seus empregadores muçulmanos em uma fazenda no distrito de Sargodha, província de Punjab, Paquistão. O crime ocorreu na última quarta-feira, 4, e, segundo a família, os suspeitos tentaram encobrir o assassinato simulando um suicídio por enforcamento.

Versão dos patrões é contestada por autópsia

Os proprietários da fazenda, Muhammad Mohsin Kharal e Muhammad Basharat Kharal, comunicaram à família que Marcus teria tirado a própria vida. No entanto, a autópsia revelou hematomas extensos e queimaduras, indicando tortura severa incompatível com suicídio.

Pressão sobre parentes e tentativa de encobrimento

De acordo com Dilshad Masih, irmão da vítima, advogados dos empregadores exigiram que a família assinasse documentos em branco para liberar o corpo. Apenas após a devolução, os parentes constataram os ferimentos que desmentiam a versão apresentada.

Protesto nas ruas e investigação policial

Indignados, dezenas de cristãos bloquearam a principal rodovia da região com o corpo de Marcus, exigindo abertura de investigação. A polícia registrou boletim de ocorrência e prometeu apurar o caso, mas nenhuma prisão foi confirmada até o momento. A família teme que a influência dos acusados dificulte a busca por justiça.

Contexto de vulnerabilidade religiosa

Organizações de direitos humanos condenaram o homicídio e destacaram que o episódio reflete a situação frágil das minorias religiosas no Paquistão, frequentemente sujeitas a violência, discriminação e impunidade. O país figura em posições críticas em relatórios internacionais sobre perseguição, como a Lista Mundial da Perseguição 2026.

Marcus trabalhava na fazenda havia cinco anos. Segundo o irmão, ele nunca relatou maus-tratos, mas os patrões mantinham “reputação controversa” na região. A família busca assistência jurídica e exige investigação transparente para que o crime não fique impune.

Com informações de Folha Gospel