O teólogo e pastor norte-americano John Piper afirmou que o maior chamado dos cristãos ao observarem guerras, desastres naturais e outras crises globais é manter a vigilância espiritual, e não ceder ao medo ou a especulações sobre datas do fim dos tempos.
A declaração foi dada em resposta a uma pergunta no ministério Desiring God sobre a interpretação das palavras de Jesus em Mateus 24.
Risco de “embriaguez” espiritual
Piper advertiu que o perigo central não está em decifrar de forma equivocada os sinais, mas em permitir que o coração se torne “cego e embriagado”, incapaz de perceber a volta de Cristo. “Podemos ficar tão insensíveis que nem notaríamos Sua vinda, mesmo que ela nos sacudisse”, afirmou.
Guerras e catástrofes como dores de parto
Segundo o pastor, Jesus descreveu conflitos, fomes e terremotos como “dores de parto”, indicadores de que algo maior se aproxima. Piper acrescentou que o noticiário diário pode gerar ansiedade ou, no extremo oposto, indiferença.
Amor que esfria e resposta bíblica
Ele lembrou ainda a advertência bíblica sobre o esfriamento do amor em meio ao aumento da maldade. Para Piper, o resultado é “um amor apenas de fachada, quando o calor verdadeiro já se foi”.
Diante desse cenário, a recomendação é permanecer firme: “Aquele que perseverar até o fim será salvo”, reiterou, citando o ensino de Jesus. A fidelidade ao Evangelho e a proclamação da mensagem cristã, frisou, continuam sendo a missão central da Igreja.
Para o teólogo, portanto, o foco do cristão deve permanecer claro: orar, viver sobriamente e aguardar a vinda do Senhor com vigilância ativa, mantendo o amor vivo e a fé perseverante.
Com informações de Guiame