José Antonio Kast assumiu oficialmente a Presidência do Chile nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, em cerimônia realizada no Salão de Honra do Senado, na cidade litorânea de Valparaíso. O evento foi marcado pela presença de nomes de destaque da direita na América Latina, enquanto algumas lideranças de esquerda, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, optaram por não comparecer.
Entre os convidados estavam o presidente da Argentina, Javier Milei; o senador brasileiro e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz; e o rei Felipe VI, da Espanha. Também participaram os presidentes Daniel Noboa (Equador), José Raúl Mulino (Panamá), Nasry Asfura (Honduras), Rodrigo Chaves (Costa Rica), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), além da líder da oposição venezuelana María Corina Machado.
O governo brasileiro esteve representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Lula cancelou a viagem poucos dias antes da posse, decisão que gerou especulações sobre possível relação com a presença de Flávio Bolsonaro, apontado como um dos principais adversários do petista nas eleições de outubro. Outras ausências de peso vieram do campo progressista, como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o mandatário colombiano, Gustavo Petro.
Kast recebeu a faixa presidencial das mãos da nova presidente do Senado, a conservadora Paulina Núñez, colocando fim ao governo de esquerda de Gabriel Boric. O novo presidente convidou mais de mil pessoas para a solenidade, que simboliza a virada de página política no país.
Próximos compromissos
Após a cerimônia, Kast ofereceu um almoço para as delegações estrangeiras. No período da tarde, seguiu para Santiago, onde participou de um evento em uma escola da capital. À noite, está previsto seu primeiro pronunciamento oficial como chefe de Estado no Palácio de La Moneda, ocasião em que apresentará as prioridades do governo.
Pai de nove filhos e crítico veemente do aborto, Kast declarou durante a campanha que pretende concentrar esforços em segurança pública, imigração irregular e economia, deixando de lado disputas culturais. Ele governará com respaldo do Partido Republicano e do bloco de direita tradicional, mas enfrentará um Congresso fragmentado, sem maiorias definidas.
Com informações de Gazeta do Povo