A Receita Federal deve oficializar nos próximos dias o cronograma do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. O período de envio da declaração foi fixado de 16 de março a 29 de maio, mantendo o contribuinte com pouco mais de dois meses para prestar contas ao Fisco.
Quem precisa declarar
Estarão obrigados a declarar todos que, em 2025, receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, como salários, aluguéis e pensões. Também entram na lista pessoas que possuam bens, aplicações financeiras ou que tenham realizado operações na bolsa de valores, mesmo que seus salários não atinjam o limite de renda.
Documentos exigidos
Para evitar erros, a Receita recomenda organizar com antecedência:
- informes de rendimentos fornecidos por empresas, bancos e INSS;
- extratos bancários para fins de IR;
- comprovantes de gastos com saúde e educação;
- documentação de compra ou venda de imóveis e veículos realizada em 2025.
Efeito da nova faixa de isenção
A faixa de isenção de até R$ 5 mil mensais, válida a partir de 2026, não interfere na declaração que será entregue agora, pois ela se refere aos rendimentos obtidos em 2025, quando ainda vigoravam as alíquotas anteriores. O impacto pleno será percebido apenas no ajuste de 2027.
Vantagens do formulário pré-preenchido
A declaração pré-preenchida traz automaticamente dados de salários, despesas médicas e movimentações bancárias informadas por terceiros, agilizando o preenchimento e reduzindo riscos de digitação. Mesmo assim, o contribuinte deve conferir cada item e corrigir eventuais divergências antes de enviar.
Malha fina e retificações
Se a Receita identificar inconsistências, a declaração fica retida na malha fina. Os erros mais comuns são omissão de rendimentos de dependentes, lançamento de despesas médicas sem comprovantes ou ausência de informação sobre venda de bens. Nesses casos, é preciso retificar os dados ou apresentar esclarecimentos para regularizar a situação.
Com informações de Gazeta do Povo