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Transplante duplo pioneiro na Geórgia devolve a vida a paciente em fase terminal

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Após 15 anos lutando contra insuficiência cardíaca e com previsão de apenas alguns dias de vida, a norte-americana Monica McFarlan, 52 anos, tornou-se a primeira paciente da Geórgia (EUA) a receber um transplante combinado de fígado e coração pelo método HALT (Heart After Liver Transplant). A cirurgia de 16 horas, realizada pela equipe da Emory University, foi a segunda do gênero em todo o país.

Monica havia sido recusada por vários centros de transplante porque apresentava altos níveis de anticorpos, o que faria seu organismo rejeitar um novo coração. Quando a situação foi considerada irreversível, os médicos chegaram a encaminhá-la para cuidados paliativos.

Como funciona o procedimento

No HALT, o fígado doado é implantado primeiro. O órgão age como um “escudo”, reduzindo a ação dos anticorpos que poderiam atacar o coração transplantado em seguida. “Sabíamos que o coração seria rejeitado se não usássemos essa estratégia”, explicou o cirurgião Dr. Victor Pretorius, diretor do programa de transplante cardíaco da universidade.

Graças à compatibilidade entre doador e receptora, a operação ocorreu sem intercorrências. Três meses depois, Monica já voltou a realizar atividades cotidianas e relata estar “vivendo bem novamente”. A paciente atribui a recuperação à intervenção médica e à sua fé: “Sem Deus eu não estaria aqui”, afirmou.

Efeito multiplicador

O fígado original de Monica, considerado saudável, pôde ser repassado a outro paciente com insuficiência hepática, ampliando o impacto do procedimento.

A bem-sucedida aplicação do HALT abre caminho para que outros hospitais dos Estados Unidos adotem a técnica em casos de alto risco de rejeição a transplantes cardíacos.

Com informações de Guiame