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Senado dos EUA barra proposta que restringia ações militares de Trump contra o Irã

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Washington – 04/03/2026. O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira (4) uma resolução que pretendia obrigar o presidente Donald Trump a obter aval prévio do Congresso para realizar novas operações militares contra o Irã.

Apresentada pelo democrata Tim Kaine, a proposta teve 47 votos favoráveis e 53 contrários, resultado que manteve inalterada a autoridade do presidente para conduzir a ofensiva em curso. O texto se apoiava na War Powers Resolution, de 1973, e determinava a retirada das Forças Armadas de “qualquer hostilidade dentro ou contra o Irã” que não fosse amparada por declaração formal de guerra ou autorização específica do Legislativo.

Apoios e dissidências

No placar final, apenas um democrata, John Fetterman, posicionou-se contra a medida. Do lado republicano, o senador Rand Paul foi o único a votar com a oposição.

Contexto do conflito

A votação ocorreu poucos dias após os Estados Unidos, em coordenação com Israel, iniciarem ataques a alvos iranianos. O objetivo declarado é atingir infraestrutura militar, bases, instalações ligadas ao programa nuclear, capacidade de mísseis balísticos e produção de drones de Teerã.

Argumentos em debate

Democratas sustentaram que a Constituição concede ao Congresso o poder exclusivo de declarar guerra e que, portanto, Trump não poderia ampliar a campanha sem autorização expressa. Republicanos alegaram que limitar o presidente num momento de conflito prejudicaria a segurança nacional. De acordo com líderes governistas citados pelo portal Axios, a operação foi motivada por “ameaça iminente” aos EUA e aliados.

O republicano Lindsey Graham afirmou que, se o Congresso quiser frear a guerra, a alternativa seria cortar verbas militares, e não impor restrições diretas ao comando em campo.

Próximos passos

Uma resolução semelhante deve ser apreciada pela Câmara dos Deputados, onde a liderança republicana já indicou que trabalhará para derrubar a iniciativa.

Fim.

Com informações de Gazeta do Povo