Cuba atravessa um dos períodos mais críticos de sua história recente, marcado por apagões diários, escassez de alimentos e medicamentos e crescente incerteza sobre o futuro. Segundo relatos de organizações humanitárias e meios locais, a população costuma receber apenas cerca de uma hora de energia elétrica por dia, tempo considerado insuficiente para suprir necessidades básicas.
Duane Friesen, vice-presidente internacional da entidade Voz dos Mártires do Canadá, descreveu a rotina dos cubanos como “imprevisível”, ressaltando que muitos se perguntam como o país estará “daqui a um ano” se a situação não mudar. Mesmo diante das dificuldades, Friesen afirma que comunidades cristãs têm mantido a resiliência espiritual e se transformado em pontos de apoio, distribuindo cestas de alimentos, remédios e palavras de encorajamento.
Os desafios econômicos se refletem no dia a dia. Em Havana, uma refeição simples em barraca de rua custa cerca de 500 pesos cubanos (CUP)—valor equivalente a aproximadamente US$ 1 na cotação informal. Embora baixo para padrões internacionais, o preço corresponde a quase um quarto do salário mínimo no setor público, hoje em torno de 2.100 CUP. A volatilidade cambial aumenta ainda mais a pressão sobre o poder de compra das famílias.
Analistas apontam que a crise deriva da combinação de escassez de combustível, perda de parceiros comerciais tradicionais e restrições externas. A deterioração de serviços públicos impulsiona protestos desde 2024, com manifestações que pedem suprimentos básicos, fornecimento regular de energia e liberdades civis.
Mesmo assim, líderes religiosos insistem em sustentar a esperança. Igrejas locais promovem ações humanitárias e vigílias de oração, tentando preencher lacunas deixadas pelo Estado e fortalecer o senso comunitário em meio à instabilidade econômica e social.
Com informações de Folha Gospel