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França e Reino Unido deslocam navios, mísseis e antidrones para conter tensão no Oriente Médio

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Brasília, 3 mar. 2026 – França e Reino Unido anunciaram nesta terça-feira (3) o envio de reforços militares ao Mediterrâneo Oriental e a pontos estratégicos do Oriente Médio, depois de novos episódios de violência ligados ao confronto entre Estados Unidos e Irã.

Reação britânica após ataque em Chipre

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou o deslocamento do destróier HMS Dragon e de helicópteros equipados com sensores antidrone para a base britânica de Akrotiri, no Chipre. A decisão foi tomada menos de 24 horas após a instalação ter sido atingida, na madrugada de segunda-feira (2), por um drone modelo Shahed, de fabricação iraniana, que provocou danos limitados à pista.

De acordo com autoridades cipriotas citadas pela agência EFE, outras duas aeronaves não tripuladas foram abatidas pelos sistemas defensivos da base. O governo do Chipre responsabilizou o grupo libanês Hezbollah, aliado de Teerã, pelo ataque.

“O Reino Unido está totalmente comprometido com a segurança do Chipre e das tropas ali destacadas”, publicou Starmer na rede social X, acrescentando que o envio do destróier e dos helicópteros integra “operações defensivas em andamento” na região.

Paris reforça defesa aérea e rotas marítimas

Em Nicósia, o porta-voz do governo cipriota, Konstantinos Letymbiotis, informou que a França deslocará sistemas antimísseis e antidrones, além da fragata Languedoc, para reforçar a proteção da ilha. Em pronunciamento televisionado, o presidente Emmanuel Macron acrescentou que o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle também seguirá para o Oriente Médio.

Macron afirmou que Paris quer “garantir a segurança de rotas marítimas essenciais para a economia global”, sobretudo no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Segundo o presidente, a França iniciou tratativas para criar uma coalizão internacional voltada à proteção dessas vias.

Escalada após morte de Khamenei

O reforço europeu ocorre em meio à escalada provocada por ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano. A tensão reacendeu alertas sobre a segurança de bases estrangeiras no Mediterrâneo Oriental, onde o Reino Unido mantém instalações desde a independência do Chipre, em 1960.

As novas remessas de navios, sistemas antimíssil e equipamento antidrone visam impedir novas agressões a postos militares e garantir o fluxo de energia e comércio na região.

Com informações de Gazeta do Povo