O bombardeio conjunto realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado (28), provocou 555 mortes e 747 feridos em 131 cidades, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho. A ofensiva amplia a tensão no Oriente Médio em meio a impasses sobre o programa nuclear iraniano.
Escola primária atingida
Entre os locais bombardeados está uma escola primária feminina em Minab, no sul do país. O Ministério da Educação do Irã informou neste domingo (1º) que 153 meninas morreram e 95 ficaram feridas na ação. Teerã atribuiu o ataque aos Estados Unidos e a Israel, classificando-o como “desumano e sionista”.
Explosões em várias cidades
Explosões foram registradas em Teerã e em dezenas de outras localidades. O governo norte-americano anunciou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, informação confirmada depois pelo próprio regime iraniano. Em represália, o Irã lançou mísseis contra Israel e contra bases militares dos EUA no Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. O Exército norte-americano declarou que não houve militares feridos e que os danos foram limitados.
Estreito de Ormuz fechado
Por motivos de segurança, o Estreito de Ormuz — rota fundamental para o transporte global de petróleo — foi fechado, aumentando o alerta internacional quanto a possíveis impactos econômicos.
Repercussão internacional
A morte das estudantes em Minab levou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) a divulgar nota de repúdio. A entidade afirmou estar “profundamente alarmada” com o ataque a uma instituição de ensino e lembrou que a Resolução 2601 (2021) do Conselho de Segurança da ONU condena ações contra escolas em conflitos armados.
Contexto da crise
A atual escalada ocorre após semanas de negociações fracassadas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a operação busca eliminar a capacidade nuclear do Irã e impedir a obtenção de armas atômicas. O histórico de rivalidade remonta à Revolução Islâmica de 1979, intensificado pela retirada norte-americana do acordo nuclear de 2015 e pela reinstauração de sanções econômicas.
Com informações de Folha Gospel