O senador Eduardo Girão (Novo-CE) confrontou publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante sessão de 25 de fevereiro de 2026, cobrando a abertura imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master.
Girão acusou Alcolumbre de omissão diante das denúncias envolvendo a instituição financeira e afirmou que o comando do Senado seria responsável pela “desmoralização” da Casa ao não dar transparência ao caso. O parlamentar criticou ainda a imposição de sigilo de 100 anos sobre registros de visitas a gabinetes.
CPI e pedidos de impeachment
O senador defendeu que a CPI pode ser exclusiva do Senado ou mista com a Câmara dos Deputados, sustentando que se trata da “maior fraude financeira da história” e dizendo contar com o apoio de 51 dos 81 senadores para a instalação do colegiado.
Em paralelo, Girão solicitou a abertura de processos de impeachment contra os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele citou contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, apontando possível conflito de interesses que, segundo ele, o Legislativo precisa averiguar.
Perdas do Amapá em foco
No plenário, Girão lembrou que o fundo de previdência dos servidores do Amapá, estado representado por Alcolumbre, teria perdido R$ 400 milhões em aplicações no Banco Master. Para o senador cearense, o prejuízo torna o presidente do Senado o “primeiro interessado” em investigar o caso.
Planos políticos
Em fim de primeiro mandato, Eduardo Girão anunciou que não buscará a reeleição em 2026. Ele se apresenta como pré-candidato ao governo do Ceará e tem adotado postura de independência no Congresso, apesar de contar com apoio de lideranças da direita, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Com informações de Gazeta do Povo