Washington, 21 de fevereiro de 2026 – O Congresso dos Estados Unidos abriu investigação sobre uma rede de organizações não governamentais de esquerda acusadas de atuar como instrumentos de influência do Partido Comunista da China (PCCh) dentro do território americano. O inquérito apura o repasse de milhões de dólares para divulgar narrativas favoráveis a Pequim e atacar instituições dos EUA.
Relatório do Departamento de Estado
Documento divulgado pelo Departamento de Estado aponta que o regime chinês se vale de ONGs, influenciadores digitais e veículos estatais para manipular a opinião pública norte-americana. Entre os grupos citados estão Code Pink e Peoples Forum, que teriam recebido recursos de doadores ligados a Pequim para disseminar conteúdos alinhados ao governo chinês e minimizar abusos cometidos por regimes marxistas.
Papel de Neville Roy Singham
O empresário americano Neville Roy Singham, radicado em Xangai, é apontado como principal financiador do esquema, apelidado de “Rede Singham”. Investigações indicam que ele injetou pelo menos US$ 100 milhões em ONGs e plataformas de mídia por meio de empresas de fachada e fundos de doações, ocultando a origem dos valores.
Organizações sob suspeita
Além de Code Pink e Peoples Forum, a rede incluiria:
- Party for Socialism and Liberation
- ANSWER Coalition
- BreakThrough News
- Tricontinental Institute
Cada entidade teria funções específicas, que vão da mobilização de manifestantes ao treinamento de ativistas e à produção de conteúdo digital favorável à China.
Possíveis sanções
O foco da investigação recai sobre a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA). Caso fique comprovado que essas ONGs atuam politicamente em nome de um governo estrangeiro sem registro, serão obrigadas a revelar suas fontes de financiamento. O descumprimento da FARA prevê sanções civis pesadas e, em casos graves, responsabilização criminal.
Ataques de desinformação na internet
Paralelamente, autoridades identificaram cerca de 80 sites que simulavam o layout de veículos renomados, como The New York Times e The Guardian, para veicular propaganda chinesa. A prática, conhecida como spamouflage, utiliza perfis falsos e postagens coordenadas para dar aparência de legitimidade a notícias produzidas pelo PCCh.
As apurações seguem em curso no Capitólio enquanto o Departamento de Justiça analisa possíveis violações da legislação americana.
Com informações de Gazeta do Povo