O deputado federal Sanderson (PL-RS) afirmou neste sábado, 21 de fevereiro de 2026, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu o ex-vereador Carlos Bolsonaro e a deputada Carol de Toni para disputar as duas vagas de Santa Catarina no Senado nas eleições de 2026.
Segundo Sanderson, que visitou Bolsonaro no presídio da Papuda, em Brasília, a decisão é “ponto pacífico” dentro do Partido Liberal. “Não há mais motivo para desgaste; os nomes estão definidos”, declarou o parlamentar.
Reação do Progressistas
A escolha provocou imediato descontentamento no Partido Progressistas (PP). O presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), usou as redes sociais para criticar a indicação de Carol de Toni, lembrando que havia um entendimento para apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC).
No início do mês, Carol de Toni havia ameaçado deixar o PL caso não fosse confirmada como candidata ao Senado. A expectativa no campo da direita era formar uma chapa com Amin e Carol para as duas vagas catarinenses.
Possíveis impactos na disputa estadual
Se Bolsonaro mantiver a decisão, o PP pode migrar seu apoio ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), para a corrida ao governo estadual, afastando-se do atual governador Jorginho Mello (PL), que preside o partido no estado e já manifestou apoio a Carol de Toni.
O PP integra uma federação com o União Brasil. Coordenador do grupo em Santa Catarina, o deputado Fabio Schiochet (União-SC) avisou que “onde não há lugar para Esperidião, não há lugar para a federação”, estipulando o carnaval como prazo final para um acordo.
Cada estado elegerá dois senadores em 2026, e a decisão de Bolsonaro redesenha alianças e pressiona legendas de centro-direita a rever estratégias em Santa Catarina.
Com informações de Gazeta do Povo