Brasília – A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, o menor nível desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. O indicador representa redução de 1 ponto percentual em relação a 2024 e marca recorde de baixa em 19 estados e no Distrito Federal.
O quarto trimestre consolidou a tendência de queda, com índice de 5,1%. De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, a melhora foi impulsionada pelo avanço do mercado de trabalho e pelo aumento do rendimento real, mas ainda esconde fragilidades estruturais.
Desigualdade regional persiste
Os maiores níveis de desocupação continuam concentrados no Nordeste: Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%). Na outra ponta, as menores taxas foram observadas em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
Ao todo, 20 unidades da federação registraram o menor desemprego da série, entre elas São Paulo (5,0%), Minas Gerais (4,6%) e Paraná (3,6%).
Subutilização e informalidade seguem altas
Apesar do recuo no desemprego, 14,5% da força de trabalho permaneceu subutilizada em 2025. Piauí (31,0%), Alagoas (26,8%) e Bahia (26,8%) lideraram esse indicador.
A informalidade atingiu 38,1% da população ocupada. Os índices mais elevados apareceram no Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%); os mais baixos, em Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%).
Rendimento médio sobe para R$ 3.560
O rendimento médio real habitual fechou 2025 em R$ 3.560. O Distrito Federal teve o maior valor (R$ 6.320), seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Maranhão (R$ 2.228) e Bahia (R$ 2.284) registraram os menores salários médios.
Menos pessoas em busca de trabalho há longo prazo
O número de brasileiros que procuravam emprego havia mais de dois anos diminuiu 19,6% frente a 2024. Também houve queda no contingente que buscava ocupação há menos de um mês, sinalizando absorção gradual da mão de obra.
Com informações de Gazeta do Povo