19/02/2026 – A oposição no Congresso Nacional acelera iniciativas para escrutinar o suposto rombo de R$ 50 bilhões no Banco Master e eventuais vínculos da instituição com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Pressão por CPMI ganha força
Deputados e senadores já obtiveram cerca de 280 assinaturas para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). O colegiado pretende investigar possíveis irregularidades no uso de fundos garantidores pelo banco. Com a instalação, o Legislativo passaria a ter poderes para convocar depoentes, requisitar documentos e quebrar sigilos bancários, conduzindo uma apuração paralela à da Polícia Federal.
Ministro Dias Toffoli na mira
Pedidos de impeachment contra Toffoli foram protocolados após relatórios apontarem proximidade entre o magistrado e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro e notícias sobre um resort associado à família do ministro levaram Toffoli a se afastar da relatoria do caso no STF. O partido Novo e senadores aliados pressionam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a admitir o processo de afastamento, embora historicamente nenhum ministro do STF tenha sido destituído pelo Parlamento.
Reunião fora da agenda no Planalto
A bancada do Novo solicitou à Casa Civil detalhes sobre um encontro não registrado oficialmente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirigentes do Banco Master. Parlamentares exigem explicações sobre o teor da conversa, citando falta de transparência em tratativas com empresários investigados por supostas fraudes financeiras.
Subcomissão mantém tema em debate
Enquanto a criação da CPMI depende de decisão de Alcolumbre, o Senado instalou uma subcomissão na Comissão de Assuntos Econômicos, presidida por Renan Calheiros. O grupo já ouviu representantes do Banco Central e da Polícia Federal. Embora disponha de menos poderes que uma CPMI, a subcomissão serve para manter o caso em evidência e pressionar autoridades por respostas rápidas.
Especialistas lembram que o prosseguimento de um eventual impeachment de Toffoli exigiria não apenas o aval do presidente do Senado, mas também apoio expressivo dos parlamentares e da opinião pública – cenário considerado improvável no histórico brasileiro.
Com informações de Gazeta do Povo