Brasília – O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), considerado sinalizador antecipado do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 2,5% em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 19 de fevereiro. O resultado fica bem abaixo da expansão de 3,7% apurada em 2024 e confirma a desaceleração da atividade econômica.
Trata-se do desempenho anual mais fraco desde 2020, ano marcado pelos impactos das medidas de isolamento na fase aguda da pandemia de Covid-19.
Setores
No recorte por atividades, a agropecuária sustentou a economia com salto de 13,1% em 2025. Já a indústria avançou 1,5% e o setor de serviços mostrou expansão de 2,1%, evidenciando ritmo mais moderado fora do campo.
Projeções oficiais
Para 2025, tanto o Ministério da Fazenda quanto o próprio Banco Central estimam crescimento de 2,3% para o PIB oficial, a ser divulgado em março pelo IBGE. As expectativas refletem cenário de política monetária restritiva.
Leitura mensal
Os dados dessazonalizados de dezembro apontam recuo de 0,2% frente a novembro, sinalizando perda de fôlego no último trimestre do ano.
Juros elevados
A taxa Selic permanece em 15% ao ano, maior nível em quase duas décadas. A autoridade monetária indicou possibilidade de iniciar o ciclo de cortes em março, com projeção de redução de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. O patamar atual pressiona crédito, consumo e investimento.
O IBC-BR é utilizado pelo mercado como termômetro da economia por antecipar a tendência do PIB, que mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
Com informações de Gazeta do Povo