Brasília — O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), protocolou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, uma notícia-crime no Ministério Público do Rio de Janeiro contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói. Na peça, o gestor acusa a agremiação de praticar racismo por meio de intolerância religiosa durante o desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval carioca.
Zema sustenta que a ala “Família em Conserva”, na qual integrantes vestiam fantasias que imitavam latas de conserva com o rótulo “Família em Conserva”, teria ridicularizado cristãos, sobretudo evangélicos, ao associá-los a setores da direita e a uma postura de oposição ao governo federal. O governador argumenta que a exposição nacional, já que o desfile foi televisionado, agrava a conduta e exige apuração dos responsáveis.
Na petição, o chefe do Executivo mineiro afirma que “o Brasil tem muita fé e respeito não é opcional” e pede que o MP-RJ investigue os dirigentes da escola por suposta incitação ao preconceito contra cristãos.
Desfile e rebaixamento
Em sua estreia no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que narrou a trajetória do presidente. Lula acompanhou a apresentação do camarote da Prefeitura do Rio no domingo, 15 de fevereiro.
Na apuração realizada nesta quarta-feira, a escola foi rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro. Logo após o resultado, a agremiação publicou nas redes sociais uma imagem do desfile com a mensagem: “A arte não é para covardes. Comunidade, vocês foram gigantes. Quanto vale entrar para a história?”.
A reportagem tentou, sem sucesso, ouvir representantes da Acadêmicos de Niterói sobre a denúncia e o conteúdo do desfile.
Com informações de Gazeta do Povo