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FGC terá de pagar R$ 4,9 bilhões a 160 mil clientes após liquidação do Banco Pleno

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai desembolsar aproximadamente R$ 4,9 bilhões para indenizar cerca de 160 mil credores do Banco Pleno, instituição cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026.

Como funciona a cobertura

Aplicações como Certificados de Depósito Bancário (CDB) e Recibos de Depósito Bancário (RDB) contam com proteção de até R$ 250 mil por titular. Valores que ultrapassam esse teto somam, no caso do Banco Pleno, R$ 1,9 bilhão e não são cobertos pelo fundo. Os investidores com quantias acima do limite entram em uma fila de credores que só receberá após a venda dos ativos da instituição, processo conduzido pelo liquidante nomeado pelo BC.

Outras liquidações recentes

Desde a detecção de fraudes em operações de crédito do Banco Master, o BC já decretou a liquidação de sete grupos financeiros: Banco Master, Master Investimentos, Letsbank, Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, Reag Trust, Will Bank e, agora, Banco Pleno. Com o encerramento das atividades do Banco Master, o FGC assumiu obrigações de R$ 40,45 milhões para aproximadamente 628 mil credores, enquanto o caso do Will Bank elevou o gasto potencial em mais R$ 6,3 bilhões.

Procedimento para recebimento

O ressarcimento não é automático. Após a divulgação do cronograma pelo FGC, os investidores deverão preencher um pedido no aplicativo do fundo, indicando a conta bancária em que desejam receber o valor devido.

Instituições cobertas

Atualmente, 222 instituições financeiras participam do FGC. Não estão incluídas nessa rede de proteção as instituições de pagamento e as cooperativas de crédito, que contam com o seu próprio mecanismo, o FGCoop.

O Banco Central informou que poderá adotar novas medidas similares caso sejam identificadas outras situações que ameacem a segurança do sistema financeiro.

Com informações de Gazeta do Povo