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EUA projetam exportações de petróleo da Venezuela acima de US$ 10 bilhões por ano

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O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, que as vendas de petróleo venezuelano geridas por Washington poderão ultrapassar US$ 10 bilhões anuais. A estimativa foi divulgada em entrevista à emissora Fox News.

“Até agora vendemos cerca de US$ 1 bilhão em petróleo. Recentemente, assinamos contratos para comercializar US$ 5 bilhões adicionais nos próximos meses. Portanto, estamos falando de bem mais de US$ 10 bilhões por ano”, declarou Wright.

Encontro em Caracas

A projeção foi discutida durante a visita de Wright a Caracas na semana passada, quando o secretário se reuniu com a dirigente interina Delcy Rodríguez para avançar em um pacto energético considerado histórico pelos dois governos. Segundo o representante norte-americano, a receita prevista ajudará a “reconstruir um país e uma sociedade, restabelecer a imprensa livre e um governo representativo”.

Benefícios para refinarias dos EUA

O acordo inclui o fornecimento de um tipo de petróleo compatível com refinarias norte-americanas construídas na década de 1970 e prevê ampliar a produção de asfalto, o que, de acordo com Wright, deve reduzir custos de obras viárias nos Estados Unidos. “É um ganho para todos”, disse o secretário, qualificando a iniciativa como parte da “diplomacia fora do convencional” do presidente Donald Trump.

Controle sobre a principal fonte de renda

Desde a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro pelas forças dos EUA, Washington assumiu o controle da comercialização do petróleo venezuelano por prazo indeterminado. Wright ressaltou que o mecanismo permanece como instrumento de pressão, já que o setor petrolífero é a maior fonte de receita da Venezuela.

A cooperação entre os dois países foi classificada pelo secretário como “incrível”, embora ele tenha sublinhado que nenhum soldado norte-americano permanece em solo venezuelano e que não há recursos do contribuinte dos EUA envolvidos diretamente na operação.

Com informações de Gazeta do Povo