O governo da Venezuela liberou, na madrugada deste sábado (14), 17 pessoas mantidas na prisão conhecida como Zona 7, no bairro de Boleíta, Caracas. A decisão ocorreu poucas horas depois de familiares iniciarem uma greve de fome para exigir a libertação de todos os detidos por motivos políticos no local.
O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, o chavista Jorge Rodríguez, e confirmado pelo Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, organização que monitora detenções consideradas arbitrárias no país.
Segundo a entidade, sete mulheres e dez homens deixaram a cadeia. Entre os libertados estão:
- José Elías Torres, secretário-geral da Confederação de Trabalhadores da Venezuela;
- o sindicalista William Lizardo;
- os jovens Gabriel Sánchez e Gilmary Alcalá;
- Zulma Lasala, mãe de Gilmary.
A greve de fome começou na sexta-feira (13). Desde 8 de janeiro, parentes dos presos mantinham um acampamento em frente à sede da Polícia Nacional Bolivariana (PNB). Mesmo após as libertações, o grupo afirma que manterá o protesto até que “todos os presos políticos” sejam soltos.
De acordo com o Foro Penal, outra ONG que acompanha o tema, ainda restam 644 presos políticos no país — 564 homens e 80 mulheres.
No Legislativo, controlado pelo chavismo, o segundo e último debate sobre o projeto de lei de anistia foi adiado para a próxima semana. O texto enfrenta divergências em torno de um artigo que obriga processados e condenados a se apresentarem à Justiça.
Com informações de Gazeta do Povo