O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu na tarde desta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, com a equipe da Polícia Federal que conduz as investigações sobre o Banco Master. O encontro ocorreu na sede da Corte, durou aproximadamente duas horas e contou com integrantes do gabinete do ministro e delegados responsáveis pelo inquérito.
De acordo com nota divulgada pelo STF, a conversa teve como objetivo alinhar procedimentos e atualizar o novo relator sobre o andamento das apurações. Mendonça assumiu o processo após a saída do ministro Dias Toffoli, formalizada nesta quinta-feira (12) durante reunião entre os dez ministros que integram o Tribunal.
A troca de relatoria ocorreu em meio à divulgação de relatório enviado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento reúne dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro e menciona Toffoli, fato que motivou Fachin a convocar um encontro de emergência para discutir o caso.
Na reunião reservada, conforme apuração publicada pelo portal Poder360, oito ministros defenderam a permanência de Toffoli no comando do inquérito: Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio Toffoli. Apenas Fachin e a ministra Cármen Lúcia votaram pela substituição do relator.
Apesar da mudança, o plenário descartou qualquer suspeição ou impedimento de Toffoli, destacando que o ministro deixou a relatoria por iniciativa própria. Para enfrentar a crise institucional aberta pelo episódio, Fachin anunciou a elaboração de um Código de Ética para os integrantes do Supremo e designou Cármen Lúcia como relatora da proposta.
O caso Master segue sob sigilo, e novos desdobramentos dependem dos próximos atos a serem determinados por Mendonça em conjunto com a Polícia Federal.
Com informações de Gazeta do Povo