São Paulo — O Banco Central (BC) comunicou, nesta sexta-feira (13/2/2026), que um incidente de segurança expôs dados de 5.290 chaves Pix de clientes do Agibank. O episódio ocorreu entre 26 de dezembro e 30 de janeiro, período em que foram identificadas “falhas pontuais” nos sistemas da instituição, informou o regulador.
A divulgação acontece na mesma semana em que o fundador do banco, o economista gaúcho Marciano Testa, alcançou o status de bilionário. Na última quarta-feira (12), o Agibank fez sua oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Nova York (NYSE), vendendo 20 milhões de ações a US$ 12 cada e captando US$ 240 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão). A operação avaliou a empresa em US$ 1,9 bilhão (mais de R$ 11 bilhões). Detentor de pouco mais da metade do capital, Testa viu sua participação superar US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,5 bilhões).
Dados expostos
Segundo o BC, não foram vazadas senhas, valores de transações, saldos ou outras informações financeiras sensíveis. Os registros comprometidos se limitam a nome do usuário, CPF com máscara, instituição de relacionamento, número da agência e dados da conta (número e tipo).
Comunicação aos clientes
Clientes afetados receberão aviso exclusivamente pelo aplicativo ou internet banking do Agibank. O Banco Central alerta que chamadas telefônicas, e-mails, SMS ou mensagens em redes sociais não serão utilizados para esse fim; contatos por esses meios devem ser considerados suspeitos.
Medidas e possíveis sanções
O BC abriu procedimento para apurar o caso e aplicar as penalidades previstas na regulação, que vão de multas à exclusão do sistema de pagamentos. Classificado como de “baixo impacto potencial”, o incidente é o primeiro vazamento de chaves Pix registrado em 2026.
Procurado, o Agibank ainda não se pronunciou oficialmente. A instituição afirmou que deverá comentar o assunto assim que concluir a análise interna.
Com informações de Gazeta do Povo