A Polícia Federal prendeu na manhã de quinta-feira, 12 de fevereiro, em São Paulo, um cidadão russo que figurava na lista de Difusão Vermelha da Interpol. O homem, acusado de fraude em seu país de origem, já tinha extradição autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O nome do foragido não foi divulgado.
A operação foi conduzida pela Superintendência da PF em São Paulo em conjunto com o escritório local da Interpol. De acordo com a corporação, o alerta vermelho baseia-se em mandado de prisão expedido por autoridades de qualquer um dos 196 países membros da organização policial internacional, permitindo o compartilhamento de dados como identidade, características físicas, fotografias e impressões digitais.
Três pedidos russos em tramitação no STF
Nos sistemas do STF constam atualmente três processos de extradição solicitados pelo governo russo, sob relatoria dos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O Instituto Anjos da Liberdade, presidido pela advogada Flávia Fróes, tentou ingressar como terceiro interessado no processo relatado por Moraes alegando risco de violações de direitos humanos na Rússia. O ministro rejeitou o pedido ao afirmar que a participação não acrescentaria novos elementos ao debate.
Brasil e Interpol
Membro fundador da Interpol em 1923, o Brasil passou a ter, em novembro de 2024, o delegado Valdecy Urquiza como secretário-geral da entidade, cargo máximo na estrutura executiva da organização.
Com a prisão efetuada, o detido permanece à disposição do STF para cumprimento dos trâmites de extradição.
Com informações de Gazeta do Povo