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Trump anula decisão de 2009 que classificava gases de escapamento como nocivos

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou nesta quinta-feira (12) a “declaração de risco” aprovada pelo governo Barack Obama em 2009, que considerava seis gases de efeito estufa emitidos por motores de combustão prejudiciais à saúde humana.

Ao anunciar a medida na Casa Branca, Trump afirmou tratar-se da “maior ação de desregulamentação da história americana” e disse que a mudança reduzirá significativamente os custos para montadoras e consumidores. Segundo o republicano, a revogação poderá economizar “trilhões de dólares” e cortar em quase US$ 3 mil o preço médio de um veículo novo.

“Durante a campanha, prometi eliminar dez regras antigas para cada nova regra criada, e superamos essa meta”, declarou o presidente, acompanhado do administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), Lee Zeldin.

Críticas às normas da era Obama

Trump classificou as regulamentações adotadas em 2009 como “uma farsa gigantesca” e acusou os ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden de terem “roubado o país” com a medida. Ele sustenta que as regras não estavam ligadas à saúde pública.

Em março de 2025, a EPA já havia sinalizado a revisão de cerca de 30 regulamentações sobre emissões de poluentes. A decisão de 2009 abrangia gases como dióxido de carbono e óxido nitroso, considerados então ameaças à saúde.

Agenda energética do governo

Desde que reassumiu o poder em janeiro de 2025, Trump tem reiterado a intenção de flexibilizar exigências para veículos a gasolina, limitar subsídios federais a carros elétricos e criticar fontes renováveis, como solar e eólica. O governo já cancelou diversos projetos de energia limpa em estados administrados por democratas.

Com a revogação anunciada nesta quinta-feira, a Casa Branca consolida mais um passo na estratégia de reduzir a regulação ambiental sobre a indústria automotiva.

Com informações de Gazeta do Povo