O ministro André Mendonça foi sorteado nesta quinta-feira (12) para relatar no Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que investiga o Banco Master, após a saída de Dias Toffoli do caso.
A mudança ocorreu poucas horas depois de uma reunião de emergência convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, motivada por novo relatório da Polícia Federal (PF) entregue na segunda-feira (9) pelo diretor-geral Andrei Rodrigues. O documento reúne informações extraídas do celular do empresário Victor Elias Vorcaro e traz referências ao ex-relator.
Atos preservados
Durante o encontro, os ministros descartaram declarar suspeição ou impedimento de Toffoli e decidiram manter “plena validade” a todos os atos praticados por ele no inquérito principal e nos processos a ele vinculados.
Origem da investigação
O procedimento tramitava na 10.ª Vara Federal de Brasília, mas chegou ao STF por solicitação da defesa de Vorcaro. O pedido usou como base um contrato imobiliário firmado entre um deputado federal e o empresário, documento que não faz parte da investigação.
Já no Supremo, Toffoli reforçou o nível de sigilo dos autos. Posteriormente, veículos de imprensa noticiaram que parentes do ministro venderam participação no resort de luxo Tayayá, no Paraná, a um fundo ligado ao Banco Master.
Posicionamento de Toffoli
Em nota, Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt, que possuía cotas do resort. Segundo ele, a participação foi vendida em 2021 ao Fundo Arleen e, em 2025, à empresa PHD Holding. O gabinete classificou como “ilações” o pedido de suspeição apresentado pela PF.
Com a redistribuição, caberá agora a André Mendonça conduzir os próximos passos da investigação.
Com informações de Gazeta do Povo