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Mensagens de banqueiro levam PF a pedir suspeição de Dias Toffoli no caso Banco Master

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Brasília — A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare o ministro Dias Toffoli suspeito de atuar no inquérito sobre o Banco Master. O pedido foi apresentado após a corporação ter recuperado conversas entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, encontradas no celular do executivo.

De acordo com fontes policiais, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, levou o requerimento de novas diligências ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, na segunda-feira, 9 de fevereiro. A iniciativa inclui a suspeição de Toffoli e a abertura de três frentes de apuração com base no material extraído do aparelho.

Em nota oficial, o gabinete de Dias Toffoli classificou o pedido como “ilações” e argumentou que a Polícia Federal não tem legitimidade para apresentar a solicitação, citando o artigo 145 do Código de Processo Civil. O ministro informou que responderá diretamente ao presidente da Corte.

Medidas anteriores do relator

Relator da investigação desde o ano passado, Toffoli determinou, em meados de janeiro, que todos os itens apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero fossem enviados lacrados ao STF, medida que incluía o celular de Vorcaro. Posteriormente, após manifestações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro encaminhou o material à própria PGR.

Toffoli também impôs sigilo máximo ao processo e condicionou qualquer diligência à sua autorização prévia. A postura gerou questionamentos porque o ministro viajou ao Peru em aeronave privada com o advogado de um dos diretores do Banco Master, e parentes seus mantiveram sociedade em um resort financiado por fundos ligados à instituição.

Possíveis novos alvos

Além de Toffoli, outras autoridades com foro privilegiado podem ser alcançadas pelas conversas localizadas no celular de Vorcaro. A PF avalia o encaminhamento “técnico e jurídico” para cada situação antes de enviar novos pedidos ao STF.

O caso Banco Master ganhou projeção em maio de 2024, quando a instituição patrocinou o 1º Fórum Jurídico Brasil Ideias, em Londres, que contou com a presença dos ministros Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

Até a conclusão desta reportagem, Supremo e Polícia Federal não haviam se pronunciado oficialmente sobre o teor das mensagens nem sobre os próximos passos do inquérito.

Com informações de Gazeta do Povo