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Ministra das Mulheres e parlamentares aliados de Lula participam de desfile em homenagem ao MST

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A escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, de São Paulo, levará à avenida na madrugada de 14 de fevereiro um enredo que exalta o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e contará com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, além de deputados da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Intitulado “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra”, o tema foi elaborado em conjunto com o MST e defende a reforma agrária e a agricultura familiar. A proposta, segundo a agremiação, é transformar o desfile em uma vitrine da chamada “Reforma Agrária Popular”.

Autoridades confirmadas

Além da ministra, irão compor alas da escola os deputados federais Rosa Amorim (PT-PE), Valmir Assunção (PT-BA), João Daniel (PT-SE), Marina Santos (PT-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Missias Bezerra (PT-CE).

Lideranças do MST, como João Pedro Stedile, Divina Lopes e João Paulo Rodrigues, também estarão no desfile, ao lado de convidados como o ex-jogador Raí e o jornalista Chico Pinheiro.

Três décadas de aproximação

A relação entre o movimento e o carnaval remonta a 1996, quando a escola carioca Império Serrano desfilou com o enredo “Um filho teu não foge à luta” e levou militantes do MST ao sambódromo pela primeira vez.

Polemica no Rio

Enquanto o Tatuapé se prepara para exaltar o MST em São Paulo, o enredo da Acadêmicos de Niterói que homenageia Lula, no Rio de Janeiro, pode ser alvo da Justiça. Parlamentares acionaram os tribunais por suspeita de propaganda eleitoral antecipada e questionam o repasse de recursos federais à escola.

A ação, encabeçada pelo senador Bruno Bonetti (PL-RJ), pede o cancelamento do desfile ou, em último caso, a não transmissão pela televisão. O questionamento se apoia no acordo firmado entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que destinou R$ 12 milhões — R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial — com o objetivo oficial de promover o turismo brasileiro.

Com isso, o carnaval de 2026 torna-se palco de debates sobre financiamento público, limites da manifestação cultural e articulações políticas.

Com informações de Gazeta do Povo