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Valdemar Costa Neto aposta em Flávio Bolsonaro e prevê “batalha” por eleitores de centro

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Brasília — O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou nesta quarta-feira (11) ter “plena confiança” de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) derrotará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.

Em entrevista à GloboNews, o dirigente ressaltou que o parlamentar reduziu a diferença para Lula a apenas três pontos percentuais nas pesquisas e atribuiu o avanço ao “peso do sobrenome Bolsonaro” e ao carisma do filho do ex-chefe do Executivo.

União no segundo turno

Valdemar afirmou acreditar que legendas de centro e de direita migrarão para a campanha de Flávio na etapa final da disputa. “O ideal seria unificarmos já no primeiro turno, mas estamos certos da vitória no segundo”, disse, citando como potenciais aliados o governador mineiro Romeu Zema (Novo) e o paranaense Ratinho Jr. (PSD).

O presidente do PL minimizou a decisão do PSD de lançar candidatura própria e a aproximação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) com Lula. Segundo ele, “a convergência virá mais adiante”.

Roteiro pelo país

Embora veja o senador “altamente popular” mesmo sem evento oficial de lançamento, Valdemar observou que Flávio precisará percorrer o país para apresentar seu plano de governo. “Teremos nossos senadores, deputados, prefeitos e vereadores empenhados na campanha”, declarou.

Para o dirigente, a principal disputa será pelos indecisos: “Existe um batalhão fiel a Bolsonaro e a Lula, mas há quem ainda não tenha opinião formada; aí estará a guerra”.

Foco no Congresso e em alianças estaduais

Além da corrida presidencial, a sigla busca ampliar bancadas na Câmara e no Senado para, nas palavras de Valdemar, “formar maioria”. Ele reforçou que pretende conversar após o carnaval com o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) para indicar um vice na chapa à reeleição, mencionando o deputado estadual André do Prado (PL-SP) como opção.

O dirigente ainda lamentou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo sentir-se “diariamente afetado” pela situação, mas não detalhou eventuais estratégias jurídicas do partido.

Com informações de Gazeta do Povo