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Flávio Bolsonaro diz que Brasil não vive “democracia plena” e chama Lula de “extrema esquerda” em TV francesa

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, afirmou nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, que o Brasil “não vive uma democracia plena”. A declaração foi feita em entrevista ao canal de notícias francês CNews TV, durante viagem do parlamentar pela Europa.

Dirigindo-se à audiência francesa, o senador declarou que “o presidente Bolsonaro foi condenado por seus próprios inimigos” e disse ser importante que “todos os franceses tenham conhecimento” da situação política brasileira.

Críticas a Lula e Macron

No mesmo diálogo, Flávio classificou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “de extrema esquerda” e comparou a gestão do presidente francês Emmanuel Macron a uma “extrema incompetência”. “O Brasil não suporta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda, assim como acredito que a França não aguenta mais um mandato de extrema incompetência”, afirmou.

Acusações sobre fraudes no INSS

Ao comentar o cenário interno, o senador citou investigações sobre fraudes em descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e mencionou, de forma indireta, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, como suspeito de envolvimento em desvio de recursos de aposentados.

Agenda internacional

Flávio Bolsonaro cumpre roteiro no exterior em busca de apoio à sua pré-candidatura. Antes da França, esteve em Israel, onde discursou no Knesset durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo e classificou o presidente Lula como “antissemita”.

Meio ambiente e relação com Trump

Questionado sobre a política ambiental brasileira, o parlamentar afirmou que a Amazônia “foi preservada” no governo Jair Bolsonaro, mas teria registrado “três anos consecutivos de recorde de queimadas” na gestão Lula.

Sobre possíveis aproximações entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Flávio respondeu que Washington “precisa manter boas relações com o Brasil, independentemente de quem ocupe a Presidência”.

Com informações de Gazeta do Povo