Brasília – O Brasil encerrou 2025 com 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) e permaneceu na 107ª posição entre 185 países avaliados, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional. O resultado repete a pior colocação já registrada pelo país e o coloca ao lado do Sri Lanka no ranking.
Com a pontuação atual, o Brasil fica abaixo da média global e da média das Américas, ambas de 42 pontos. Desde 2015 o país não supera essas referências. O melhor desempenho brasileiro foi de 43 pontos, alcançado em 2012 e 2014; nos quatro anos de governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), a nota se manteve em 38.
Comparação internacional
A Dinamarca lidera a lista com 89 pontos, enquanto Somália e Sudão do Sul ocupam as últimas posições, cada um com nove pontos. O IPC é elaborado a partir de 13 fontes independentes que consultam especialistas e executivos sobre suborno, desvio de recursos públicos e uso do cargo para obtenção de benefícios pessoais.
Metodologia do levantamento
Para integrar o IPC, cada fonte precisa atender a critérios de qualidade metodológica e transparência na coleta de dados. Entre as instituições consultadas estão Banco Africano de Desenvolvimento, The Economist, Banco Mundial, Fórum Econômico Mundial, universidades e consultorias de risco.
Escândalos de 2025 citados no relatório
A Transparência Internacional destacou dois casos que marcaram o ano passado: as fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e suspeitas de emissão de cédulas de crédito fraudulentas pelo Banco Master.
O documento também relaciona notas baixas no índice a ambientes hostis para a imprensa. Segundo a organização, mais de 90% dos assassinatos de jornalistas ocorreram em países que obtiveram menos de 50 pontos, grupo que inclui Brasil, Índia, México, Paquistão e Iraque.
O IPC tem como objetivo medir anualmente a percepção de corrupção no setor público em todo o mundo, sinalizando áreas que demandam maior atenção de governos e sociedade civil.
Com informações de Gazeta do Povo