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México promete ampliar ajuda a Cuba e condena sanções dos EUA

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Cidade do México, 9 fev. 2026 – A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou nesta segunda-feira (9) que continuará enviando auxílio humanitário a Cuba, apesar das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra países que forneçam petróleo à ilha.

“Sim, haverá mais apoio. O povo do México sempre é solidário. Ninguém pode ignorar a situação que o povo cubano vive devido às sanções impostas, de forma muito injusta, pelos EUA a qualquer país que envie petróleo”, disse Sheinbaum em entrevista coletiva.

Tarifas de Washington

Em janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou taxas sobre produtos importados de nações que abasteçam Cuba com petróleo. A medida elevou a pressão sobre fornecedores, especialmente México e Venezuela.

Participação mexicana no fornecimento de petróleo

Dados do Financial Times mostram que, em 2025, o México enviou em média 12.284 barris diários de petróleo bruto para Cuba, o equivalente a 44% das importações cubanas. No mesmo período, a Venezuela respondeu por 9.528 barris por dia (34%).

As exportações mexicanas cresceram 56% em relação a 2024, enquanto as venezuelanas recuaram 63% desde 2023. O declínio venezuelano intensificou-se após a captura do então ditador Nicolás Maduro por forças norte-americanas em 3 de janeiro, episódio que encerrou o fluxo de petróleo de Caracas para Havana.

Risco de desabastecimento na ilha

Segundo o jornal britânico, Cuba dispõe de reservas para apenas uma semana, considerando o nível atual de consumo e produção interna, depois que o México reduziu os embarques e mandou apenas um carregamento em 9 de janeiro, temendo retaliações de Washington.

Ofensiva diplomática

Sheinbaum informou que o governo mexicano atua “com todas as ações diplomáticas” para evitar que as tarifas se concretizem e faz um “apelo internacional” aos Estados Unidos. A mandatária reiterou que as sanções “afetam o povo, não necessariamente as autoridades” cubanas. “Pode-se concordar ou não com o regime de Cuba, mas nunca se deve penalizar os povos”, concluiu.

Com informações de Gazeta do Povo