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São Paulo cria Projeto Voar e divide turmas por rendimento em 147 escolas estaduais

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O governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciou o Projeto Voar, programa que separa alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de acordo com o desempenho escolar. A medida, segundo a Secretaria de Educação, pretende acelerar a aprendizagem de estudantes com maior defasagem e promover maior equidade na rede estadual.

Como funciona

Na fase piloto, 147 escolas estaduais foram selecionadas e dividirão as turmas em dois perfis:

  • Padrão – para estudantes com baixa ou nenhuma defasagem;
  • Adaptada – para aqueles com desempenho médio ou alto abaixo do esperado.

A alocação dos alunos considerou as notas de língua portuguesa e matemática no Saresp de 2025. Quem ficou abaixo do nível básico passou para as turmas adaptadas.

Estrutura do estudo

Outras 95 unidades compõem o grupo de controle, sem alterações na organização das classes, permitindo comparação dos resultados. O desempenho dos estudantes será monitorado durante um ano letivo; caso não haja avanços comprovados, o projeto pode ser encerrado em 2027.

Números da iniciativa

Entre o 7º e o 9º ano, as 147 escolas somam 1.437 turmas. Destas, 1.059 (74%) foram classificadas como adaptadas, voltadas a alunos com rendimento abaixo do esperado.

Ritmo e conteúdo

O currículo será o mesmo para todos, porém com velocidade distinta. Nas classes adaptadas, o professor poderá revisar conteúdos de séries anteriores e avançar mais lentamente. Já nas turmas padrão, o ritmo será mantido ou até acelerado, conforme a evolução dos estudantes.

Identidade das turmas preservada

Para evitar que os alunos percebam a divisão por desempenho, as escolas foram orientadas a usar nomenclaturas aleatórias, sem indicar se a turma é padrão ou adaptada.

Avaliação contínua

Além do rendimento acadêmico, a Secretaria de Educação informou que acompanhará o engajamento e a autoestima dos estudantes ao longo do projeto, com objetivo declarado de reduzir desigualdades educacionais.

Com informações de Direitaonline