Brasília – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões pelo vazamento de fluido de perfuração ocorrido em 4 de janeiro, durante atividades no bloco exploratório da Foz do Rio Amazonas, a 175 quilômetros da costa do Amapá.
O auto de infração foi emitido nesta sexta-feira (6). A partir da notificação, a estatal tem 20 dias para quitar o valor ou apresentar recurso administrativo.
Em nota, o Ibama afirmou que o material derramado oferece “risco médio” à saúde humana e ao ecossistema aquático. A Petrobras contesta, sustentando que o fluido é “biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico”, conforme ficha de segurança do produto, e que atende aos parâmetros ambientais vigentes.
Perfuração chegou a ser interrompida
Logo após o incidente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) determinou a paralisação dos trabalhos, exigindo a troca de todos os tubos e conexões usados no poço. A empresa teve de comprovar a substituição com documentação entregue em até cinco dias após a conclusão do serviço. Cumpridas as exigências, a ANP autorizou a retomada das perfurações.
A exploração na Foz do Amazonas começou em outubro de 2025, depois de licença ambiental emitida pelo Ibama. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, declarou que a atuação do órgão é “estritamente técnica” e negou interferência política no processo.
Com informações de Gazeta do Povo