A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, que o laudo produzido por peritos da Polícia Federal (PF) não determina expressamente a manutenção do político no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília. Os advogados aguardam um parecer complementar do cirurgião Cláudio Birolini, autorizado a acompanhar a perícia como assistente técnico.
O exame médico da PF concluiu que, embora a saúde de Bolsonaro exija cuidados constantes, ele pode continuar cumprindo a pena na unidade militar. Após a entrega do documento, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para que a defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem no processo.
Risco de descompensação clínica
Em nota, a defesa sustenta que o laudo apenas descarta a necessidade de internação hospitalar imediata, mas reconhece que a ausência de assistência médica contínua pode desencadear uma descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte. O documento também menciona a possibilidade de novas quedas em razão do estado funcional do ex-presidente.
Na quarta-feira, 4 de fevereiro, os advogados comunicaram ao ministro Moraes um agravamento do quadro de saúde de Bolsonaro e pediram acesso urgente ao laudo da PF. Segundo a defesa, o relatório é indispensável para que o médico assistente elabore seu parecer e para a eventual solicitação de prisão domiciliar humanitária.
Comorbidades apontadas
O relatório policial lista as seguintes condições de saúde do ex-chefe do Executivo:
- Hipertensão arterial sistêmica;
- Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave;
- Obesidade clínica;
- Aterosclerose sistêmica;
- Doença do refluxo gastroesofágico;
- Queratose actínica;
- Aderências (bridas) intra-abdominais.
Os peritos também apontaram sinais e sintomas neurológicos que elevam o risco de novas quedas e recomendaram investigação diagnóstica complementar.
Com informações de Gazeta do Povo