Em artigo publicado em 6 de fevereiro de 2026, a jornalista Juliana Moreira Leite afirma que a atuação do financista Jeffrey Epstein não se limitou a crimes isolados, mas constituiu um “método” estruturado de exploração sexual e compra de silêncio.
Segundo Leite, o esquema envolvia múltiplas propriedades, frequentes deslocamentos em aeronaves particulares e uma equipe de advogados que garantiam a continuidade das operações. A colunista aponta que pagamentos em dinheiro eram usados para assegurar que vítimas e testemunhas permanecessem caladas.
O texto menciona que promotores chegaram a aceitar acordos considerados “indecentes” e que instituições classificaram os crimes como questões de “complexidade jurídica”. Para a jornalista, a impunidade foi “construída, assinada e homologada”, enquanto vítimas aguardavam justiça por anos.
Leite relembra ainda que Epstein foi encontrado morto em agosto de 2019 em uma cela federal sem câmeras operacionais e sem vigilância contínua, fato que encerrou o processo criminal contra ele, mas manteve documentos sob sigilo. Ela observa que, após a morte do réu, o “mecanismo” permaneceu protegido, com perguntas adiadas e informações mantidas sob restrição oficial.
Ao final, a colunista sustenta que o caso evidencia a facilidade com que setores da sociedade toleram comportamentos criminosos quando estes se mantêm em ambientes de alto prestígio.
Com informações de Pleno.News