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Luiz Sayão critica polêmica sobre termo “auê” e pede mais respeito à diversidade cultural na música cristã

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O hebraísta e teólogo Luiz Sayão publicou, na manhã de 6 de fevereiro de 2026, o artigo “Oia o auê aí…” no portal Pleno.News. No texto, o pastor da Igreja Batista Nações Unidas questiona a controvérsia em torno da palavra “auê”, usada no clipe homônimo do cantor Marco Telles e do Coletivo Candiero.

Sayão compara o termo brasileiro a interjeições estrangeiras comuns, como “oui” (francês), “ja” (alemão) e “yeah” (inglês), e defende que a variedade linguística faz parte da rica herança cultural mundial. O teólogo também menciona saudações indígenas, expressões em tupi e referências de matrizes africanas, destacando que a fé cristã pode dialogar com diferentes idiomas sem perder sua essência.

Com experiência em 65 países e domínio de várias línguas, o autor recorda conversas com povos krahô e xerente, além do contato com a tradução da Bíblia em iorubá, na qual Deus é chamado de “Olorun”. Para ele, exemplos como esses evidenciam a necessidade de maior compreensão cultural dentro da igreja.

Ao longo do artigo, Sayão sugere que artistas estudem mais a Bíblia e a teologia para lapidar suas composições, enquanto teólogos se aprofundem em cultura e antropologia a fim de evitar preconceitos. “Menos auê com Páscoa e Natal europeus, menos auê com ritmos e termos de origem africana e indígena”, escreveu.

O texto encerra com uma oração pela unidade do povo cristão no Brasil e um apelo à tolerância frente às diferenças linguísticas e culturais.

Com informações de Pleno.News