Brasília, 5 de fevereiro de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, em entrevista ao portal conservador europeu Visegrád, que a cúpula do Judiciário brasileiro foi “aparelhada” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o pré-candidato ao Palácio do Planalto, Lula escolheu para a Corte nomes com vínculos diretos com o governo e com sua defesa pessoal. Flávio Bolsonaro citou as nomeações do ministro Flávio Dino, ex-titular da Justiça, e de Cristiano Zanin, advogado de Lula em processos anteriores. O senador também apontou o ministro Alexandre de Moraes como “inimigo declarado” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O presidente Bolsonaro foi julgado por seus próprios inimigos”, afirmou o parlamentar, acrescentando que pretende “mudar esse cenário a partir de 2027”, ao dizer que Lula não permanecerá na Presidência após 2026.
Relações exteriores
Questionado sobre política externa, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, buscará aproximar o Brasil dos Estados Unidos e de países “que compartilham valores democráticos e judaico-cristãos”. Ele definiu a futura relação como “pragmática”, mas orientada por afinidades ideológicas.
Segurança pública
O senador defendeu uma linha mais rígida contra o crime organizado, inspirada no modelo adotado por Nayib Bukele em El Salvador. Entre as medidas citadas estão o endurecimento do tratamento a criminosos perigosos e a construção de novos presídios de segurança máxima.
Flávio Bolsonaro criticou ainda o direito de voto de detentos no Brasil, alegando que “90% dos presos votaram em Lula” em 2022 e que as penitenciárias “entraram em festa” após a vitória do petista.
Cooperação contra o terrorismo
Durante a entrevista, o pré-candidato reafirmou apoio a Israel e defendeu parcerias com Israel e Estados Unidos no combate ao terrorismo. Ele mencionou a presença de grupos terroristas na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), apontando a necessidade de cooperação internacional para enfrentar o financiamento do crime organizado.
Flávio Bolsonaro foi oficializado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como seu substituto na disputa pelo Planalto nas eleições de 2026.
Com informações de Gazeta do Povo