A música “Auê”, lançada por um grupo que busca evangelizar por meio de ritmos populares, tornou-se centro de discussões entre fiéis e lideranças cristãs. Em artigo publicado em 5 de fevereiro de 2026, a revisora e redatora Verônica Bareicha analisou a letra da canção e os motivos que levaram ao “grande burburinho” nas redes sociais.
Referência bíblica e linguagem popular
Segundo Bareicha, os autores afirmam que “Auê” é um sermão inspirado em Lucas 14:15-22, passagem que relata o convite do Rei aos marginalizados para um grande banquete. A especialista destaca que expressões como “pode entrar” e “alagou o olhar” remetem a um acolhimento emocionante, enquanto o refrão repleto de “auês” traduziria a celebração desse encontro.
Termos que geram controvérsia
Dois pontos têm causado desconforto em parte do público: o uso de palavras como “auê” — definida pelo dicionário Houaiss como “agitação provocada por alegria” — e a expressão “emolêbamemoê”, cuja origem não foi confirmada. Outra crítica recorrente é a ausência explícita dos nomes “Deus” ou “Jesus” na letra, fator comparado por Bareicha a livros bíblicos como Ester e Cantares, que também não citam diretamente o nome divino.
Debate sobre sincretismo
No artigo, Bareicha menciona que o compositor declarou, em um podcast, o desejo de ver o samba presente nos cultos, alegando existir um “embranquecimento” das tradições cristãs. A intérprete da faixa também divulgou vídeo reafirmando a intenção de dialogar com diferentes públicos, mesmo que isso amplie a mistura de elementos culturais.
Análise da recepção
De acordo com a colunista, críticas e elogios convergem na questão do espaço que músicas como “Auê” devem ocupar. Para ela, a canção pode funcionar como ponte para quem não se sentiria à vontade em ambientes tradicionais, sem necessariamente ser executada em cultos formais.
Embora reconheça a “confusão sincrética” que o videoclipe e a letra poderiam provocar, Bareicha conclui que a interpretação da intenção espiritual cabe a cada ouvinte, ressaltando que apenas uma análise literária é possível sem “sondar corações”.
Com informações de Pleno.News