Home / Economia / ANP libera retomada da perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas

ANP libera retomada da perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas

ocrente 1770299369
Spread the love

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou nesta quarta-feira (4) a Petrobras a retomar a perfuração do poço exploratório Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, na Foz do Amazonas. As atividades estavam suspensas desde o início de janeiro, quando foi detectado vazamento de fluido em duas linhas auxiliares que ligam a sonda ao poço.

Segundo Petrobras e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o fluido vazado é biodegradável e dentro dos parâmetros de toxicidade permitidos, não tendo sido registrados impactos à fauna, à flora ou às comunidades costeiras.

Na autorização, a ANP informou que a liberação foi concedida após análises técnicas detalhadas e a apresentação, pela companhia, de medidas mitigadoras voltadas a evitar novos incidentes. Entre as condicionantes estão:

  • substituição de todos os selos das juntas do riser (tubo);
  • comprovação de treinamento atualizado para todos os trabalhadores envolvidos;
  • revisão do plano de manutenção preventiva;
  • uso de juntas de riser reserva somente mediante envio dos certificados de conformidade.

A agência reguladora também conduz, desde segunda-feira (2), auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da sonda para verificar a aderência aos protocolos exigidos pelo setor de petróleo e gás.

A licença ambiental para a perfuração do primeiro poço na bacia da Foz do Amazonas foi concedida pelo Ibama em 20 de outubro do ano passado, e os trabalhos começaram no mesmo dia. O poço Morpho está no bloco FZA-M-059, tem profundidade projetada de 7 mil metros e fica a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. A área é considerada estratégica pelo governo e pela Petrobras para ampliar reservas estimadas em até 10 bilhões de barris.

A ANP ressaltou que a continuidade das operações dependerá do cumprimento integral das condições estabelecidas.

Com informações de Gazeta do Povo