A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (4) que o quadro clínico do cliente se agravou nos últimos dias e pediu que a Polícia Federal apresente “com a máxima urgência” o laudo da perícia realizada em 20 de janeiro.
O documento é considerado essencial para que o ministro Alexandre de Moraes decida se concede ou não prisão domiciliar humanitária ao ex-chefe do Executivo. Moraes havia fixado prazo de dez dias para a PF anexar o laudo aos autos, período já expirado segundo os advogados.
“Transcorrido mais de dez dias da realização da perícia, verifica-se que, até o presente momento, não foi juntado aos autos o laudo elaborado pela referida junta médica”, diz a petição entregue ao STF.
Na manifestação, os defensores relatam que Bolsonaro passou a apresentar episódios de vômitos e uma crise acentuada de soluços, indícios de piora no estado de saúde.
Histórico da prisão
Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar de 4 de agosto a 22 de novembro de 2025, quando foi detido preventivamente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após suposta tentativa de violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
A prisão está inserida no inquérito que investiga a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Em 25 de novembro, Moraes encerrou o processo sobre a alegada tentativa de golpe de Estado e determinou a execução imediata da pena de 27 anos e três meses imposta ao ex-presidente.
No dia 15 de janeiro de 2026, Bolsonaro foi transferido da sede da PF para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, também na capital federal.
Desde então, a defesa apresentou vários pedidos de prisão domiciliar humanitária, todos negados pelo relator. Os advogados sustentam que a liberação do laudo da PF é necessária para que um assistente técnico da própria defesa possa emitir parecer antes de nova análise do STF.
Com informações de Gazeta do Povo