Caracas, 4 de fevereiro de 2026 – Um grupo da oposição venezuelana liderado pelo deputado Henrique Capriles anunciou que aceitará o convite do governo chavista para integrar um novo processo de diálogo político.
A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (4) pelo deputado Stalin González, chefe da bancada opositora Libertad, em comunicado publicado nas redes sociais. Segundo o texto, o bloco optou por participar “com responsabilidade”, apesar das críticas internas ao atual ambiente político. “Não se trata de um gesto confortável, mas chegamos a este ponto com uma Venezuela profundamente ferida”, escreveu González.
O encontro foi convocado pelo Palácio de Miraflores, sob a liderança interina de Delcy Rodríguez, que assumiu o Executivo após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro. A Casa Branca mantém pressão constante sobre Caracas, acompanhando os desdobramentos.
No documento, a ala opositora sustenta que:
- a saída para os conflitos nacionais deve ser pacífica;
- experiências passadas mostram que o país só avança mediante acordos amplos;
- qualquer negociação só terá legitimidade se produzir mudanças concretas.
Para restabelecer a convivência democrática, o grupo defende o fim da perseguição política e a libertação de todos os presos por motivos políticos. Uma eventual lei de anistia é apontada como primeiro passo para a reconciliação.
Na semana passada, Delcy Rodríguez informou que encaminhará ao Parlamento um projeto de anistia voltado a detidos desde 1999, abrangendo os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Não há data definida para o início das sessões de diálogo, mas representantes de ambos os lados indicam que os encontros devem ocorrer ainda em fevereiro.
Com informações de Gazeta do Povo